Madrugada do dia 21/04/06 estou sonhando...
O prédio a minha frente, altíssimo! Parecia em festa. Os fogos que dele saiam eram de artifício e os gritos soavam para mim como conseqüência natural de uma social algazarra.
Quando me dei conta que a realidade era antagônica a minha suposição,
Cleo, minha gata siamesa, mia forte!
O que ela quer? entrar!
Não, sair!
Olho o relógio, são 3:15...
Levanto-me. Ela reluta, fica me dando baile. Coloco-a pela janela, no piso da varanda.
3:20, volto para a cama ainda quente e logo adormeço.
A experiência da continuidade de um sonho é inédita para mim.
O meu devaneio agora é claro e antes não o estivesse tendo.
Da para ver, ouvir e sentir o pavor. As explosões se sucedem. Os gritos rasgam a metrópole.
Pessoas se atiram no vazio, cegas de razão.
De repente um forte estalo anuncia, o prédio vai desabar!
Do alto da torre
Eiffel eu desmorono também em lágrimas, vendo vir em nossa direção àquela grossa e imensa nuvem de entulhos e resíduos humanos...
O celular coloca-me de pé novamente para a vida, são 7 horas.