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ITAPERUNA, MINHA TERRA

ITAPERUNA, MINHA TERRA
De Itaperuna para Praia Grande

segunda-feira, abril 03, 2006

AMIZADE

AMIZADE
(Artigo publicado no JH News de Praia Grande em 12 de Junho de 2003)
Entre tantas possibilidades que este substantivo nos oferece, a de "Ligação" dá suporte ao contexto geral do meu pensa­mento que lanço no bojo deste artigo.
Por sua vez, o verbo Ligar entre ou­tras virtudes, traduz a de "Aproximar". E este, salvo melhor juízo, ou até não que­rendo violentar minha inocência, foi a ra­zão que motivou os Governos do Brasil e do Para­guai a criar a "Ponte da Amizade" sobre o Rio Paraná.
Mas, estaria esta ponte cumprindo o seu papel de elemento fomentador de união entre Brasileiro e Paraguaios? A meu ver absolutamente não!
Por mais que se queira negar, aquilo ali, é uma terra sem lei e palco de ações cri­minosas que afetam o Brasil de uma ma­neira absurda. Numa escala assustadora, as armas que matam inocentes nas nossas ruas, passam por ela. Os carros roubados aqui, cruzam de um lado para o outro sem medo de serem importunados. As drogas que matam nossos jovens passam as car­reiras por ali. O contrabando que abala a nossa economia, atravessam-na aos mon­tes sobre mulas indigentes. A corrupção campeia livremente dos dois lados.
Á vontade de agir contra aquilo que é errado, tem provocado ações que depois de tomadas, derrubam velhos conceitos em benefício da humanidade. Derrubaram o muro de Berlim, caíram as estátuas dos tiranos e aqui no Brasil, impiodiram o Carandiru.
E é dentro desta lógica, que eu proponho: "Ponham abaixo esta Ponte dita da Amizade". Ela, em verdade vos digo, não une nada nem ninguém e só está servindo para alimentar um sentimento crescente e pejorativo contra los hermanos Paraguaios.
Estou sendo radical, pois o local já es­tá totalmente contaminado pela química marginal e nenhuma ação diferente des­ta, vai mudar o que lá acontece.
As únicas vozes que poderiam fazer eu pensar em contrário seriam as das autoridades Brasileiras e Paraguaias, se elas me garantissem que a partir de então, ela serviria apenas para aquilo que acredito, justificou a sua criação.
A de ser um marco de união entre dois povos, além de um belo cartão postal, numa área de potencial ilimitado de utili­zação turística.
Como não vejo vontade política para que essa transformação aconteça, insisto que a derrubada da mesma se faz necessário.
Hoje, apenas eu penso assim. Amanhã, quem sabe a ineficiência de controle des­ta fronteira faça o Tio Sam pensar igual a mim e decida mandar esta ponte da ma­landragem pelos ares.
Fecha as portas Brasil!!!

Celso Corrëa de Freitas

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá! É a Daniele, estive visitando o blog, estou gostando muito dele; com certeza visitarei outras vezes, coloque apenas mais comentários sobre seu dia a dia e sobre os acontecimentos que são destaque no noticiário, não apenas poemas (para incrementar). Valeu!!!

CCF disse...

Obrigado Dani, posso chama-la assim?
De fato tenho muitas idéias para tornar o meu blog sempre interessante.
Aguarde novidades,ok.

Biografia

Celso Corrêa de Freitas
56 anos.
Poeta, Escritor e Articulista.
Nascido em Itaperuna-RJ, aos 26 de Agosto de 1954.
Atual Presidente (O sexto) da Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande-SP e da Confraria de Artistas e Poetas pela Paz - CAPPAZ Seccional de Praia Grande-SP.
Coordenador da Cappaz para a Costa de Mata Atlântica(Baixada Santista).
Colaborador ativo nos jornais e demais meios de comunicação (Blogs e Sites). Participante, prefaciante e Organizador de Antologias e livros solos.
Contato: Celso.correadefreitas@gmail.com-casadopoetabrdepraiagrande@gmail.com-ccfcappaz@globomail.com
Sites: www.portalpoeticoccf.blogspot.com-www.casadopoetapg.com.br-www.cappaz.com.br