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ITAPERUNA, MINHA TERRA

ITAPERUNA, MINHA TERRA
De Itaperuna para Praia Grande

terça-feira, dezembro 27, 2016

VOZES DE AÇO & SIMPATIZANTES DAS REDES

Estou encerrando este ano de 2016, totalizando 2866 ACDs.
ACDs Significam na minha terminologia própria: Ações Culturais Desenvolvidas
Para melhor explicar esta situação, vamos tomar por base os meses de Novembro e Dezembro de 2016...
Nestes meses eu desenvolvi:
Poesias - 13
Pensamentos - 7
Crônicas - 3
Vídeos - 6
Radiofonização - 1
Música - 1
Livro - 1
Presença CCF - 4
Acds Diversas - 25

Total................. 61 

Posição geral das ACDS EM 31/10/2016...2805 + 61 = 2866 ACDs CCF

Especificamente no campo dos livros publicados, até o dia 26/12/2016, a minha bibliografia era esta:
(Obs.: Não considerei nesta composição, 11 livros artesanais (Brochuras) feitos por eu mesmo!)





No dia 27/12/2016, fiz a retirada no Correio, do meu 28º Livro configurado pela Antologia Vozes de Aço - Edição XVIII - Editada em homenagem à Poeta Brasileira Astrid Cabral.



Nesta Antologia, eu apresento a comunidade poética de Volta Redonda-RJ, e demais participantes desta Antologia, os Overtrip: A...PROXIM(A)ÇÃO  e NICE

Eu diria que estou com esta obra, fechando 2016 com Vozes de Aço ao meu lado, que junto aos meus leitores e simpatizantes aqui neste Blog, e nas demais redes sociais, me  inspiram a continuar aumentando estes números em 2017 através das minhas Ações Culturais Desenvolvidas.




terça-feira, novembro 22, 2016

HAICAI CCF


Haicai dedicado a Poeta Santista Clara Szneifer
Mestra inspiradora na arte da construção de Haicais.
Praia Grande-SP


ACD Nº 2835
152-22/11/2016

terça-feira, outubro 18, 2016

CRIANÇAS E MUROS

Toda criança é como um muro, no seu nascimento precisa de um alicerce onde se sustentará. Para os recém-nascidos as mãos paternas e maternas são esses alicerces, no muro tal papel é representado pela base das colunas de sustentação. 
A administrar este crescimento, o tempo. 
O tempo passa, a criança cresce, o muro cresce, e em algum momento desse crescimento os cuidados que se deve ter para ambos não ruírem, é deixado de lado. 
O limo, o vício, o mau tempo, as más escolhas, o descaso faz com que suas janelas sejam fechadas, e que vidros sejam colocados ao longo do seu caminho e extensão.

 
Até que um dia o coração do homem que deixou de ser criança, oprimido pela falta de vida, sufocado pela sujeira que ofusca a sua verdadeira cor, faz ele perceber que precisa retomar o tempo no qual os olhares das pessoas eram de respeito e admiração, pela sua altura, pela sua extensão, pela sua pintura, pela sua capacidade de guardar aqueles que do seu lado, se valiam da sua proteção. 


Nesse momento ele chega a conclusão que não deve mais ficar em cima do muro, e que precisa dar vida a sua vida e a do muro, pois a melhor vida do mundo para ele, sempre será a que ele vive! 


E o melhor desse muro, será aquilo que lhe permitirá descobrir que nele existe algo a lhe servir de lição, pois se de um lado dele pode estar escrito “Desistir”, do outro estará escrito “Tentar”, e é neste ponto que ele irá encontrar a sua verdadeira vitória e devolver beleza ao muro da sua casa. 

ACD Nº 2785
101 - 18/10/2016


sexta-feira, agosto 12, 2016

HÉLIO VIEIRA ANDRADE

Meu nome: Hélio Vieira Andrade
Não sou daqui!
Sou de Roraima-Região Norte
E o que me trouxe aqui?
Uma missão.
Que muito desejei ser de paz.
Nela coloquei meu coração
Acreditando ser capaz
De minhas tarefas cumprir.
Agora nesta bancada fria
Meu corpo inerte
Aguarda o momento de partir
De volta para o meu chão
Não pelos meus próprios passos
Mas dentro de um caixão.
As lágrimas derramadas
Pelos meus neste momento
Vão dar lugar a outras
E cair no esquecimento
Enquanto a população dominada
Verá a cidade maravilhosa
Se transformar a cada boca implantada
Num lugar certo para se morrer
Como eu morri
Quando o que eu mais queria
Era viver
Para lhe servir.
                 Fim

Para mim! Senhor, que não seja mais assim, para ninguém.

Nota: Eu escrevi este poema em homenagem ao soldado Hélio Vieira Andrade no começo da noite de ontem(11/08/2016). Quando as informações era que ele tinha sido operado, e que havia sido transferido para a UTI do Hospital Salgado Filho. Escrevi o que meu coração sentia, e o que ele sentia é algo muito triste que atropela as informações apresentadas.
Acho que um dia só de luto, é muito pouco para mostrar a indignação dos brasileiros com o acontecido.
Desejo que a organização da Olimpíada conceda a esse guerreiro brasileiro, uma medalha de mérito por sua vontade de ali estar contribuindo para a paz olímpica.
E que os governantes do Rio de Janeiro, tenham vergonha na cara, e comecem de fato a governar este Estado!

Celso Corrêa de Freitas

quinta-feira, junho 23, 2016

ARRAIAL DAS FLORES - O APOGEU DA FESTA

"Fagulhas, pontas de agulhas, brilham estrelas de São João. Babados, xotes e xaxados, segura as pontas, meu coração." Sempre fui apaixonado por esta música do compositor brasileiro Abel Silva.

Nos Karaokês sempre a cantei, como forma de reconhecimento ao que ela representa, a descrição perfeita daquilo que conhecemos como Festa Junina. E dentro da festa junina a dança de quadrilha é algo fantástico, e nos últimos tempos então ganhou contornos de modernidade e sem perder as características tradicionais, ousou em novas performances, e malabarismos corporais.

O colorido das roupas, o sorriso na face dos jovens assumidos nas suas identidade de gênero, vivendo harmoniosamente entre si.

Foi o que eu vi, e senti assistindo todas as quadrilhas que passaram pela quadra da Império da Baixada nos dias 10,11,12,17,18 e no dia 19/06/2016 quando a Arraial das Flores se apresentou, sendo a  ultima quadrilha da 8ª Fest Jun.

Estes guerreiros culturais exibiram-se  para um público que merecia ser  muito maior, não tivesse parte daqueles que buscam nas noites frias de junho o calor de uma fogueira, não escolhessem ir para  um outro ponto da cidade escutar Zé ruela e parafuso. Bom, não se ganha sempre!

Culturalmente, quem ganhou fui eu, fomos nós.

Arraial das Flores foi o apogeu, quem não a viveu, não viveu!



Celso Corrêa de Freitas



terça-feira, junho 21, 2016

Fazenda São Pedro 2 - Quem não viu, perdeu!

Quando Junho se findar, nosso País terá comemorado os dias dos Santos: Antonio, Pedro e João dançando quadrilha, pulando fogueira, soltando fogos, tomando quentão, vinho quente, comendo pipoca, , namorando...e sentindo saudade da roça.

De uma roça que muitos a bem da verdade nem conhecem. Mas que está lá como sempre esteve, em algum ponto interior desse enorme País, e no coração daqueles que a conhecem.

O que pode ser mais representativo de uma festa junina do que uma quadrilha, dança popular que os Franceses e os portugueses nos legaram, quando a nobreza deu os braços com a pobreza e tomaram as ruas, damas, cavalheiros com trajes típicos do homem caipira.

O marcador deu sentido aos passos, aos movimentos, e ditames que tiravam dos quadrilheiros os gritos de entusiasmo, como se esses fossem guerreiros num campo de batalha a assustar o inimigo.

Quadrilhas assim eu adoro, as de Brasília não!

Viva o Noivo, a Noiva, o Coronel, o Padre, o bêbado...

Cadeia para os corruptos, para a corja, para a súcia, para a malta na qual os políticos corruptos se abrigam, com suas quadrilhas.

Obrigado meus santos Antonio, pedro e São João, por me permitirem ver a fazenda São Pedro dançar quadrilha.



Anarriê, alavantú, balancê

Nessa dança de quadrilha

O Caipira celebridade

Sou eu e vozmecê



Celso Corrêa de Freitas

domingo, junho 19, 2016

FAZENDA SÃO PEDRO - A SEMEADURA

Eles chegaram tímidos e sorridentes, belos nos seus rostos joviais, e vistosos nos seus trajes de festa.
Foram se adaptando ao chão da quadra da Grces Império da Baixada, e nos deixando a cada minuto mais ansiosos pela apresentação que estava por começar.
Muita garra, determinação, e a mesma alegria de quando chegaram. Mas não estavam mais tímidos ao final da apresentação. Naquele momento eram os donos da quadra, e nem pareciam cansados.
E não estavam mesmo, pois na felicidade qualquer situação contrária é impercebível.
 A Quadrilha Fazenda São Pedro nos trouxe os seus 20 anos de existência, e entrega determinada a manter viva essa chama cultural brasileira  típica das festas juninas brasileiras,  carregada de  caipirismos e matutices.
Um show de poucos, ainda muito jovens no contexto artístico, para públicos pequenos e grandes.
Um momento inesquecível!
Curtam, este meu primeiro momento FSP, e eu fico aqui na certeza de que vocês vão querer ver os meus próximos filmes, e pesquisar sobre a Fazenda São Pedro.
Anarriê, alavantú, balancê para vocês!
CCF
https://www.facebook.com/Quadrilha-fazenda-s%C3%A3o-pedro-122479221196451/?fref=nf



segunda-feira, junho 13, 2016

AndyAngel - Parte 1...Eu vi!





Quadrilha é uma atividade corporal no contexto da dança com origem holandesa e influência portuguesa. e dizem que também inglesa.

Na França no sécuo XVIII, recebeu o nome de “cachorreira", caindo no gosto do povão, posto que antes era só popular entre as classes mais ricas.

No Brasil sentiu-se em casa, recebendo o nome primeiramente de "Quadrilha de Arraiais", e sempre teve o mês de Junho e suas festas Juninas como palco de apresentação.

O animador vai comandando a quadrilha, e os demais participantes, em casais, se movimentam de acordo com as ordens do animador.

Na quadrilha encontramos, viúvos, noivos, florista/floricultor, sinhozinhos, xodó, sinha-moça e sinho-moço, padre, bêbado, sanfoneiro, cantador marcador, puxador e narrador. Em algumas quadrilha há também príncipe e princesa e rei ou rainha.

Lenço, chapéu, vestidos de chita, calças rotas, e muita cor são características do vestuário das quadrilhas.

Que bom que esta Arte foi adotada pelos brasileiros, pois ela é uma ação cultural maravilhosa.

Neste filme o Grupo Junino AndyAngel mostra com muita garra, alegria e majestade, o que é dançar quadrilha.

É de tirar o folego!

Ainda hoje, ou no mais tardar amanhã! Estarei colocando uma série de vídeos que fiz na apresentação da Quadrilha AndyAngel na noite do dia 12 de Junho de 2016.

Deslumbrante, e eu estava lá para lhe trazer este momento maravilhoso!



CCF

terça-feira, março 22, 2016

21/03 - Dia Universal do Teatro


Ontem, no dia universal do Teatro, por estar envolvido numa atividade teatral, não pude manifestar-me em respeito a esses jovens, adultos, e idosos que dedicam seus dias e suas vidas a esta divina arte. Faço este reconhecimento agora, saudando e desejando muito exito para todos esses Atores, Atrizes, e também aos Grupos e seus Diretores com os quais tive e tenho relacionamento prazeroso e inesquecível:
Cia DONS De Teatro Musical
Cia Arueiras Do Brasil
Teatro Genoma
Grupos de Teatro do Palácio das Artes
Grupo de Teatro da Biblioteca Porto do saber
Grupos de teatro das escolas Municipais e estaduais de Praia Grande-SP
ESSA É BOA HUMOR
(...) E muitos outros que assisti e amei suas apresentações.
"Um teatro vazio, é como um coração sem dono. As paredes que suportam as suas estruturas são frias e sem conteúdo e o corpo sem vida a espera da expectativa dos olhos que apreciam a sua arte contida."
CCF & Thay Moriarty
Celso Correa de Freitas e Thay Moriarty

Foto: https://www.facebook.com/mirartcriacoes/?fref=ts

domingo, fevereiro 21, 2016

TROCAS e LEITURAS

Quando cheguei ao nosso Palácio das Artes na tarde de ontem(20/02/2016), rolava a feira de Troca de Livros, organizada pela nossa Poeta Ludimar Gomes Molina. Andei pelas mesas a ver os livros disponíveis ao público...
Foto de Ludimar Gomes Molina



Depois, fomos todos para o Teatro de Bolso Leni Morato, onde foi feita a leitura  leitura do texto dramático:Bodas de Midas de Roberto Massoni. O texto foi lido por:Regina Maura Cruz, Eu (Celso Corrêa de Freitas)Eulália Santos e Re Nato Paes.

Terminada a leitura, o Autor do texto Roberto Massoni, os Leitores, coordenados por Renato Paes Chefe do Departamento de Gestão Cultural do Palácio das Artes, interagiram-se numa conversa sobre a leitura do texto.
Pela reação do público presente, ficou claro a Gestor cultural Renato Paes, e para nós Leitores, que esta semente vai germinar outras leituras.

Noticia importante....

A próxima leitura será no dia 16 de Abril de 2016 (Sábado) às 18 Horas .
Quem foi, agenda! E quem não foi, principalmente aqueles que ocupam espaço artístico na cidade, compareçam para conhecerem o trabalho dos autores da nossa cidade.
Depois da leitura do texto, uma Pizza e umas brejas para relaxar...Para a qual, na próxima Leitura todos estão convidados.

Conheça também meu Blog: www.madeincorrea.blogspot.com

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

PRESENÇA CCF - AVESSOS - Parte 2

O Professor Osmário Barreto, apresenta sua performance, integrando-se de forma gestual, e  de intensidade emocional, a obra de Hélio Schonmann .
 A vida é assim, tal como as reticências...
Tudo a se dizer, tudo a se viver.
Celso Corrêa de Freitas
E o Artista Osmário Barreto é um mestre em nos mostrar com seu corpo, com seus gestos, a vida!
 E tudo que dele transpira, é Arte que conspira para a nossa reflexão.



De Osmário para Hélio Schonmann...Um novo universo para mim. Osmário eu já conheço e gosto, Hélio...uma nova forma de ver os avessos do nosso entorno.
 Uma Celfie CCF diante da obra de Hélio Schoamann...

Um Celfie CCF retratando três rostos...
 Eu, e o Artista Hélio Schonmann
A conversa rolou solta.
Um grande momento de aprendizado para mim.








A nós, juntou-se o grande Escultor Claudio Vichi.

Indo, absorvido pela obra de Hélio Schonmann...








Concentrado na obra de Hélio Schonamann...







Onde  será a minha próxima presença?








Seguirei pelos caminhos da Arte, sempre!

PRESENÇA CCF - AVESSOS - Parte 1

Presença CCF - AVESSOS - Parte 1
PDA - 18/02/2016

Exposição: AVESSOS 
                   Artista Plástico: Hélio Schonmann
pinturas, gravuras, desenhos, objetos, instalações e registros fotográficos de intervenções urbanas, explorando contrastes entre essas linguagens.
Renato Paes, discursa e convida os presentes para entrarem na
Sala de exposição, para conhecerem as obras de Hélio Schonmann

Quando nos sentimos bem, e amados! 
A roupa do nosso dia a dia é a felicidade.
Celso Correa de Freitas

Não é mesmo Renato Paes?

Eu, e o cartaz promocional da Exposição.

Registrando a presença da Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande-SP,
e da Associação Amigos do Tude Bastos-Sítio do Campo


















PRESENÇA CCF - ENSAIO




Presença CCF - PDA 18/02/2016

Ensaio com leitura do texto BODAS DE MIDAS, autoria de Roberto Massoni. Um texto que apresentaremos no próximo sábado às 18 Horas, no Teatro de bolso Leni Morato dentro do ciclo de leituras dramáticas de textos de autores de Praia Grande e região, seguido de debates entre os presentes.

 Com 35 nos de carreira, Carlos Roberto Massoni tem 52 anos, é nascido em São Paulo, Capital, radicado em Praia Grande, SP. Formado em Letras, pela UFV - Universidade Federal de Viçosa. MG (1994). Professor, artista de teatro, letrista, jornalista profissional. É vencedor do MiniPrêmio Mapa Cultural Paulista 2004, pelo conto Dia Sujo, homenageado Especial do FESCETE/2003-Festivais de Cenas do Tescom-Escola de Teatro, em Santos, como dramaturgo da Região da Baixada Santista. Ativo participante da poesia marginal anos 70/80, tem vários livros publicados por conta própria e produção executiva, mais de quinze textos de teatro encenados na Baixada Santista-SP, Viçosa-MG, Vitória-ES e São Paulo-SP e é professor aposentado da rede pública de ensino de Praia Grande. Atualmente desenvolve um trabalho de letrista em canções do músico Bruno Conde, de Santos, cantadas por Kleber Serrado, e também algumas letras com o músico Zellito Alves, de Belo Horizonte-MG 


Serviço:

Ciclo de Leituras Dramáticas
Dia 20 de fevereiro, sábado, às 18 horas
Teatro de Bolso Leni Morato – Palácio das Artes
Av. Pres. Costa e Silva, nº 1600
Renato Paes, Eulalia Santos e Regina Maura Cruz

Celfie CCF



sábado, janeiro 02, 2016

CCF & PENSADOR

Frases e Pensamentos
Mais de 1 milhão de frases e pensamentos para compartilhar.

BUUUUUMMMMMMMM

Conto de Celso Corrêa de Freitas

“Inspirado e dedicado a alguns cães que habitam o meu universo”.

Por volta das 14 horas, Bilau começa a mostrar sinais de inquietações com os fogos de fim de ano.
 Ao contrario da sua companheira Xana, que se limitava a andar pelo corredor, Bilau chorava e queria sair dali e ir para frente da casa, para a varanda, onde seus donos se encontravam naquele momento.
O tempo avançou rápido, por volta das 23:30 horas, Bilau estava insuportável. Não adiantava pedir para ele ir para a sua casinha, ampla, fresca, e protegida do sol, da chuva, aonde o barulho dos fogos chegariam com menos intensidade.
Foi ai que o seu dono teve a ideia de colocar ele e Xana na casinha, fechando-a com algumas tábuas e madeiras existentes na casa.
Não demorou mais que 15 minutos, para que Bilau rompesse aquela barreira, e ganhasse o quintal novamente, voltando ao corredor, e ali ficar chorando ao lado da Xana, olhando para a varanda.
Seu dono então decidiu por fim de uma vez por todas aquela situação, pegou o bujão de gás que estava  estocado na  área reservada aos bujões, e que não estava conectado ao fogão, e o levou para a porta da casinha.  Fez Bilau e Xana entrarem novamente na casinha, e para completar o serviço, colocou a carcaça de uma tábua de passar roupa com a parte metálica para dentro, e a parte dos  pés para fora.
Bilau começou a tentar romper aquela barreira, mas não conseguiu...
A passagem de ano chegou, e neste momento, Seu Marcos, dono de Bilau e Xana, já estava deitado ao lado de Dona Etelvina, sua companheira, pois sua ideia era ver os fogos do Rio de Janeiro de demais localidades do Brasil, pela televisão...
(...)
Bilau não se dava por vencido diante daquela barreira, e inconformado batia com sua pata sequencialmente na parte superior do bujão. Batia com força, querendo tirar da sua frente aquela peça que bloqueava a entrada da casinha. Ele batia sem parar, exatamente em cima da válvula de retenção do gás.
Tshiiiiiiiii,  tshiiiiiiiii, tshiiiiiiiii, tshiiiiiiiii, tshiiiiiiiii, tshiiiiiiiii, tshiiiiiiiii, tshiiiiiiiii, tshiiiiiiiii, tshiiiiiiiii
Xana, que até então estava calma dentro da casinha, incomodada com aquele tshiiiiiiiii
, tshiiiiiiiii, tshiiiiiiiii, levanta-se e se mete por baixo da parte metálica da tábua de passar roupa.
Ao ser levantado, e no momento seguinte liberada com a passagem do corpo da Xana, por baixo de si, essa parte metálica, cai violentamente, e ao chegar ao piso da casinha, provoca uma faísca que...
(...)
BUMMMMMMM
Aquele barulho, misturado à explosão de luzes e cores que vinham do foguetório que se seguiu à passagem do ano de 2015 para 2016, encantou seu Marcos, que comentou com dona Etelvina:
- Caramba, os fogos estão bastante fortes este ano hem, nem parece que tem crise no País!
E dona Etelvina, que já estava entrando em sono profundo, pois não parara um minuto durante o dia, murmura, pensando que seu marido, falava do seu hábito de soltar puns, antes de pegar firme no sono, murmura:
- Não fui eu não!
Seu Marcos, da um sacolejo na mulher, e fala:
- 2016 chegou muié, vamos comer, vamos comemorar, acordaaaaaaaaaaa trem!
E lá foram os dois para a cozinha, onde uma mesa farta os esperava.
Comeram, beberam, e voltaram para a cama...Naquele momento nem seu Marcos  pensava na Xana, e nem dona Etelvina pensava no Bilau. Eles queriam mesmo era  dormir.
(...)
Seu Marcos acordou cedo, pegou sua bicicleta, e foi até o mercado comprar pão. Ele não dispensava um pãozinho francês no café da manhã.
Seus ouvidos  logo começaram a captar  umas conversas, meio estranhas para aquela manhã de ano novo:
- Caramba, você ouvirão a explosão de ontem a noite?
- Nem me fala, e aquele cogumelo que se formou?
- Aquilo que era foguete!
Seu Marcos pagou pelos pães, pegou sua bicicleta, e chegou à sua casa. Entrou, foi ao quarto acordar dona Etelvina, e...
- Muié, as cachorras estão quietas! Você já foi lá vê-las?
- Eu, eu não!
- Vou lá dar uma olhada.
Seu Marcos toma o rumo da cozinha, chega ao corredor, e caminha para os fundos da casa...
(...)
Dona Etelvina, é acordada pelo grito do seu marido:
-EEEEEEEEETTTTTTTTTTTEEEEEEEEELLLLLLLLLVVVVVVVVVIIIIIIIIIIINNNNNNNNNNAAAAAAAAAA
Ela corre em direção ao funda da casa, e lá encontra seu marido, ao lado de um enorme buraco, onde antes existia a casinha de Bilau e Xana.
Era entulho para tudo que era lado. Não só daquele lado, mas também por sobre os telhados dos vizinhos.
Quando a desgraça parecia ser maior, eis que Bilau e Xana chegam por trás de seu Marcos e Dona Etelvina.
No rosto de cada um, naquele momento apenas um sentimento dedicado aos seus donos:
-FE(Au)LIZ (Au)A(AuNO(Au) NO(Au)VO(Au)!
É, aquele era um ano que começava com muito trabalho para o seu Marcos  e Dona Etelvina.
- E cachorrada doida, Feliz ano novo para vocês também!

“Não existem obstáculos, quando você está decidido a sobreviver aos maus momentos, e transforma-los em novos caminhos (CCF)”

FIM

Biografia

Celso Corrêa de Freitas
56 anos.
Poeta, Escritor e Articulista.
Nascido em Itaperuna-RJ, aos 26 de Agosto de 1954.
Atual Presidente (O sexto) da Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande-SP e da Confraria de Artistas e Poetas pela Paz - CAPPAZ Seccional de Praia Grande-SP.
Coordenador da Cappaz para a Costa de Mata Atlântica(Baixada Santista).
Colaborador ativo nos jornais e demais meios de comunicação (Blogs e Sites). Participante, prefaciante e Organizador de Antologias e livros solos.
Contato: Celso.correadefreitas@gmail.com-casadopoetabrdepraiagrande@gmail.com-ccfcappaz@globomail.com
Sites: www.portalpoeticoccf.blogspot.com-www.casadopoetapg.com.br-www.cappaz.com.br