Nada mais meu, do que caminhar pela manhã deste dia das mães.
Pensando naquela que de mim, nada espera, pois já se acostumou com minha ausência, está a oitava, desde que me colocou diante de uma certeza.
A vida é feita de escolhas. Cada um tem a sua. A do meu ser materno, foi deixar-me distante do seu mundo. E eu, como bom filho, respeito a sua vontade.
O sol não apressa meus passos.
É domingo, é dia das mães!
Caminho, sentindo ainda no meu corpo, o abraço da minha mulher e dos meus filhos. Caminho para mais um dia de trabalho.
É, de trabalho!
Nele me encerro, lembro e espero.
Ver amanhecer todos os dias para dizer:
"FELIZ DIA DAS MÃES, MINHA MÃE!"
Tu és a razão de todos os meu dias. E o que nos une é maior que a distância, maior que a intolerância e não se perdeu com o corte do cordão.
Nada neste mundo nos separa.
Somos ligados pela luz divina que habita os nossos corações.
Esta, quando acesa, incendeia a consciência.
Por isto eu de ti me lembro!
Quando apagada, escurece os olhos.
Por isto de mim se esqueces!
Somos ungidos pela força divina que nos cerca e ainda que cilente, está ciente do quanto eu, enquanto filho, reconheço a sua importância na minha vida.
Ciente, do quanto a senhora, enquanto mãe, no seu filho não identifica valores.
Somos iguais, se não nos atos, na face. Posto que... aquele que nos olha, num vê o outro e com tal semelhança se espanta. E com tal perfeição se encanta, ainda que tal conjunção, seja só uma ilusão.
De real, só o tempo. Este está correndo e levando este dia que está passando, comigo sonhando, sonhando, sonhando, escrevendo, escrevendo e ...por que não dizer, chorando.