De novo, a grata oportunidade de postar para sua leitura, uma nova série de textos, feitos a partir do meu local de trabalho.
Ed. Residencial Gramado II, situado na Rua: Iporanga nº 442
Textos compostos entre os dias 02/06/09 até 07/06/09Séries anteriores:
O CABINEIRO DE MARFIM
e o GUARDIÃO DO SÃO LUCAS.O Semeador do GramadoMANHÃ DE TODO DIABicicletas que parecem ter asas
Voam pelas ruas da cidade
Para longe das suas casas.
Homens e mulheres decididos
A caminho do trabalho.
Um carro e uma moto com pressa
Disputando o mesmo espaço
Estranham-se na expressa.
Eu me guardo na ciclo via
Pedalando a minha magrela
Pelo pão nosso de cada dia.
E antes que a manhã se decida
A tomar o lugar da lua
Já semeio o meu olhar
Do gramado para a rua
Iporanga, ainda adormecida.
IPORANGACalmo pedaço de rua
De calçadas tranqüilas
Numa delas a ilusão de um aviso
Informa que ali é proibido
Jogar qualquer coisa.
Casas, Prédios e árvores,
Na encruzilhada do lixo
Motos rasgando a via
Pessoas passando
Crianças a caminho da escola
Jovens com suas sacolas
Indo, Indo, Indo
Voltando, Voltando, Voltando
Iporanga dos cães
Uns vadios, outros não!
Assinando muros
Bicicletas a bessa
E um sol sem pressa
De acordar
AVIÃO E CASAMENTODe Avião e Casamento, você sente medo, mesmo assim embarca.
Só ao sair de um ou de outro...é que você vive um momento de grande felicidade.
Avião: Felicidade por chegar.Casamento: Felicidade por chegar ao fim.PASSIVO, SOMOS NÓS.Mais uma vez envergonhada
Em Praia Grande a sociedade
Dorme com um mourão
Cravado na sua dignidade
E acorda preocupada
Com o destino da cidade
A Justiça aperta o cerco
E não age assim à toa
Fatos confirmando suspeitas
Os envolvidos na pratica da corrupção
Foram tecendo teias
Passando ao largo da razão
De que adianta tanto poder?
Quando ele traz má fama
Para aquele que nele se locupleta
De que vale esse poder?
Se para os filhos deles sobra a lama
Que vão pisar sem merecer