ROLETA DO SABER

ROLETA DO SABER

quinta-feira, maio 11, 2006

URUBUS

URUBUS
Estou a observar
Os urubus que dominam
Os ares sobre o Xixová
São cerca de 40
Mas devem ter mais
Nos seus ninhos a aguardar
A sua hora de planar

Quanta agilidade
Quanta imponência
Olhando lá de cima
A carniça que aqui em baixo
Começa a putrefar

Vai urubu, Vai!
sobre o verde do xixová
que no momento é seu
só não desejo que estes olhos de abutre
mirem os meus

Queria poder também alar
Mas só me é possível olhar
Seu Rei e o seu bando
Neste pedaço do meu céu
A voar, A voar, A voar!

quarta-feira, maio 10, 2006

A LUA

A LUA


A lua
está a um palmo exato do imaginário
nos meus olhos
a mais bela e a mais rara
das visões que já tive por aqui
ela se mostra de fato
decidida a num piscar
vencer a distänca que nos separa

Preciso ir embora
mas ela não permite
me prende ao seu olhar
e com ele me devora
o que ela pretende?
ao flutuar assim
toda nua em claridade
diante de mim
vindo por sobre às águas
marinha de São Vicente
para enfim se transformar
no luar de Praia Grande

Eu a vejo se esconder
e percebo que chegou a hora
cerro as portas e vou para casa
com ela a me acompanhar
e a desejar-me boa noite
boa noite minha lua!
não! eu não sou sua
sou de quem pelo meu feitiço
se deixa levar
corrige-me com seu ar faceiro

Se amanhã ao fim da tarde
entre o muro e o zinco
ela não vier se exibir
vou após o arrebol(Fim de tarde)
perdoa-la por saber
que ela vadia por ai
anda a me trair








sábado, maio 06, 2006

ACORDO DE SOBREVIVÊNCIA

ACORDO DE SOBREVIVÊNCIA
(Inspirado no assassinato em Praia Grande-SP (01.05.06) de Murilo Henrique Guirelli Chagas).

Sr. Ladrão, vamos estabelecer um acordo! O senhor não atira em mim e eu em troca asseguro a continuidade da sua impunidade, mantendo nas próximas eleições, com o meu voto! Este sistema que está ai a lhe favorecer.


REFLETINDO SOBRE O MESMO TEMA
Diante de mim,
Nuvens de variadas formas
Pessoas de variados modos
Cores de variados tons
Objetos de variados tipos
E eu daquele mesmo jeito
Cético esperando

Que as nuvens se amem
As pessoas se explodam
As cores se movam
E os objetos se libertem
Para que eu sobreviva
Ao deleite do meu algoz

Que de tão palpável
Traz em si o matiz
Delirante do tempo que anuncia
Um longo período de tempestades

quarta-feira, abril 26, 2006

LEMBRANDO SENNA


Este texto, foi publicado no Jornal FOLHA DA TARDE em 04/05/1994

ADEUS, SENNA

Somos uma nação onde poucos são aqueles que nos proporcionam momentos de alegria(Artistas, Desportistas,, cantores, Bons(Ainda que poucos!) políticos, e muitos que só nos trazem tristezas e desesperanças. A diferença entre um e outro é que aqueles que chegam a posição de ídolos, partem cedo sem dizer adeus. Enquanto os outros, sem medo da justiça, parecem ser imunes até mesma à morte.
Adeus, Ayrton Senna, nosso ídolo.

sexta-feira, abril 21, 2006

EU, CLEO E A TORRE


Madrugada do dia 21/04/06 estou sonhando...
O prédio a minha frente, altíssimo! Parecia em festa. Os fogos que dele saiam eram de artifício e os gritos soavam para mim como conseqüência natural de uma social algazarra.
Quando me dei conta que a realidade era antagônica a minha suposição, Cleo, minha gata siamesa, mia forte!
O que ela quer? entrar!
Não, sair!
Olho o relógio, são 3:15...
Levanto-me. Ela reluta, fica me dando baile. Coloco-a pela janela, no piso da varanda.
3:20, volto para a cama ainda quente e logo adormeço.
A experiência da continuidade de um sonho é inédita para mim.
O meu devaneio agora é claro e antes não o estivesse tendo.
Da para ver, ouvir e sentir o pavor. As explosões se sucedem. Os gritos rasgam a metrópole.
Pessoas se atiram no vazio, cegas de razão.
De repente um forte estalo anuncia, o prédio vai desabar!
Do alto da torre Eiffel eu desmorono também em lágrimas, vendo vir em nossa direção àquela grossa e imensa nuvem de entulhos e resíduos humanos...
O celular coloca-me de pé novamente para a vida, são 7 horas.

quarta-feira, abril 19, 2006

VERBETE VERDADEIRO


Melhor do que "QUADRILHA", a palavra que realmente qualifica este governo LULLA é: FACÇÃO:
Facção: Mini Aurélio(Pag 334 - 23º verbete)= Bando Sedicioso/Partido Político ou seria: Bando Político/Partido Sedicioso

segunda-feira, abril 17, 2006

REVELAÇÕES

I - Aqueles que hoje me viram as costas, não o fazem pelos meus erros.
O fazem pela sua pequenes diante dos meus acertos.

16/04/06 - 8:20H, durante a missa, na Páscoa da ressureição de Jesus.

II- Quando o colar de estrelas brilhantes explodir, o que restará no universo
que nos abriga, serão as contas dispersas. Cabera como sempre a nós, solo
no qual o esteio cravou sua ponta, refaze-lo.

16/04/06 - 8:40H, ao final da missa, na Páscoa da ressureição de Jesus.

segunda-feira, abril 10, 2006

ALERTA CCF

Quantos candidatos, por este Brasil afora em Outubro de 2006, não estarão usando a campanha
para Deputado Estadual e Federal como termômetro para o seu verdadeiro objetivo: A eleição para Prefeito em 2007 na sua cidade.
Não permita esta realidade, desperdiçando seu voto com análises não referendadas pelo bom senso.

“Quando a urna é usada como termômetro, o resultado pode ser medido pela sensação de se achar tomado por uma inconveniente pressão nas nádegas”.

CCF(09/04/06) Sentenças balcônicas

terça-feira, abril 04, 2006

SAUDADE

SAUDADE

Ah!
se eu pudesse transformar
em sonhos reais
a chuva que vem do mar
e que lá fora cai
assustando a cidade
não seria demais
querer de verdade
ter você comigo aqui
mas só tenho a saudade
a não querer permitir
que eu me esqueça de ti

AH!
se a chuva levasse nossos erros
e o tempo tocasse seu coração
mas para que isto aconteça
depende apenas que entre nós
a PAZ se estabeleça
como você demonstra
esta vontade não ter
qualquer coisa serve de empecilho
para não erguer
a bandeira do entendimento
entre o seu e o meu ser

Enfim!
a chuva que entristece a tarde
e da noite tira o brilho
não anda pelos caminhos
que separam você mãe
de mim, seu filho

CCF- 30/01/06 - Dia da Saudade

A LÍNGUA

A palavra, por concessão da lingua ficou solta na boca. Esta precavida, com o apoio do cérebro fechou-se para não se expor.

Moral de OSLEC:
Toda palavra mal dita gera uma opinião vazia, sujeita aos malefícios da
estupidez.
CCF 04/04/06-Sentenças Balconicas

segunda-feira, abril 03, 2006

AMIZADE

AMIZADE
(Artigo publicado no JH News de Praia Grande em 12 de Junho de 2003)
Entre tantas possibilidades que este substantivo nos oferece, a de "Ligação" dá suporte ao contexto geral do meu pensa­mento que lanço no bojo deste artigo.
Por sua vez, o verbo Ligar entre ou­tras virtudes, traduz a de "Aproximar". E este, salvo melhor juízo, ou até não que­rendo violentar minha inocência, foi a ra­zão que motivou os Governos do Brasil e do Para­guai a criar a "Ponte da Amizade" sobre o Rio Paraná.
Mas, estaria esta ponte cumprindo o seu papel de elemento fomentador de união entre Brasileiro e Paraguaios? A meu ver absolutamente não!
Por mais que se queira negar, aquilo ali, é uma terra sem lei e palco de ações cri­minosas que afetam o Brasil de uma ma­neira absurda. Numa escala assustadora, as armas que matam inocentes nas nossas ruas, passam por ela. Os carros roubados aqui, cruzam de um lado para o outro sem medo de serem importunados. As drogas que matam nossos jovens passam as car­reiras por ali. O contrabando que abala a nossa economia, atravessam-na aos mon­tes sobre mulas indigentes. A corrupção campeia livremente dos dois lados.
Á vontade de agir contra aquilo que é errado, tem provocado ações que depois de tomadas, derrubam velhos conceitos em benefício da humanidade. Derrubaram o muro de Berlim, caíram as estátuas dos tiranos e aqui no Brasil, impiodiram o Carandiru.
E é dentro desta lógica, que eu proponho: "Ponham abaixo esta Ponte dita da Amizade". Ela, em verdade vos digo, não une nada nem ninguém e só está servindo para alimentar um sentimento crescente e pejorativo contra los hermanos Paraguaios.
Estou sendo radical, pois o local já es­tá totalmente contaminado pela química marginal e nenhuma ação diferente des­ta, vai mudar o que lá acontece.
As únicas vozes que poderiam fazer eu pensar em contrário seriam as das autoridades Brasileiras e Paraguaias, se elas me garantissem que a partir de então, ela serviria apenas para aquilo que acredito, justificou a sua criação.
A de ser um marco de união entre dois povos, além de um belo cartão postal, numa área de potencial ilimitado de utili­zação turística.
Como não vejo vontade política para que essa transformação aconteça, insisto que a derrubada da mesma se faz necessário.
Hoje, apenas eu penso assim. Amanhã, quem sabe a ineficiência de controle des­ta fronteira faça o Tio Sam pensar igual a mim e decida mandar esta ponte da ma­landragem pelos ares.
Fecha as portas Brasil!!!

Celso Corrëa de Freitas

QUEM É O CANTOR?